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Talvez ela toque piano ou tocasse quando era pequena. O repertório de carícias de uma pessoa é uma coisa comovente de se pensar. Por que toca nas outras dessa ou daquela forma. Vem de tantos lugares. O que imaginamos que deve ser bom, o que nos disseram que era bom, o que fizeram em nós e gostamos, o que é involuntário, o que é o nosso jeito de agradar e pronto. Ela goza praticamente em silêncio ou, pensando bem, em silêncio total. E de olhos fechados. Nem um pio. Dá para ouvir as ondas. Disso tudo não esquecerá um único detalhe. Continuará na memória dali a meses ou anos para ser evocado e remeterá somente a ela. Cataloga com espanto renovado as inúmeras maneiras como o mundo é capaz de se descortinar aos seus sentidos. Nada a não ser os rostos se perde. Dália dormindo sem nenhum ruído a seu lado, emanando calor, a bunda encostada no seu quadril, as costas no seu ombro esquerdo, as ondas batendo quase na janela. Vai lembrar de tudo.

Daniel Galera, Barba ensopada de sangue 

repertório de carícias

It’s over

Já faz algum tempo que utilizo o blog como um mero roteador de conteúdo, postando uma ou outra coisa que tenha me impressionado, sem manter qualquer tipo de rotina para com o coitado. Não que em algum momento tenha sido essa a intenção, mas dá dó vê-lo largardo assim.

Portanto, minha meia dúzia impressões sobre porranenhuma ficam restritas, a partir de agora, ao twitter ao tumblr, dois desses serviços bacanas da tal web 2.0.

Apareçam!

Meet Don Adams

Brincadeira simples:

1) acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random – o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.

2) vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 – as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.

3) acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ – a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.

inclusão digital

bigbrother.jpg

Não bastasse o de sempre, agora deram um blog para cada brother.

Ok, podem fechar o youtube

Quem mora na Grande São Paulo ou passa por aqui com alguma frequência já deve ter notado em algum muro da cidade o nome de Carlos Adão pichado. Eu mesmo, durante muito tempo, alimentei a dúvida sobre o real significado da pintura com fundo preto e a assintura tosca em verde presente nos lugares mais improváveis da capital e das cidades próximas. Ano passado o mistério deixou de existir. Pouco antes da Copa outras pichações com a frase “Seleção 70 foi 10” começaram a surgir e pouco depois o “sentido da coisa” surgiu: Carlos Adão anunciou-se candidato a deputado federal, 7010 (sacou?! hum, hum?!. Carlos Adão é gênio). Mas, coitado, fracassou com míseros 3314 votos.
Ainda assim, não deixa de ser absolutamente sensacional presenciar o próprio, quiçá o mestre, explicar – num vídeo já velho, que só eu não tinha visto – seu método de trabalho:

Delírio

Al Gore tem bonitas pretensões de alertar o mundo sobre os efeitos do aquecimento global e como podemos evitá-lo. Acho bacana.

Mas sinceramente? Eu só queria mesmo é ter o escritório que o cara tem. Manja esses três monitores, saca o plasma…

Função soneca

A possibilidade de que cada parte do cérebro precise de uma quantidade diferente de sono é fascinante. Mas enquanto Tony Wright não comprova sua tese, sigo tentando fazer com que meu organismo aceite bem 5 horas de sono diárias, sem que eu pareça destruído no dia seguinte.

Jamais conseguirei.