Congela

Avenida BrasilEm sua coluna de hoje no Globo, Arnaldo Jabor fala de Avenida Brasil e, embora elocubre um pouco, cita o que o que pra mim é um ponto fundamental pro sucesso de crítica da trama: o modo como o autor, João Emanuel Carneiro, aceita corajosamente se embrenhar em encrencas e roteirismos aparentemente sem soluções ou explicações plausíveis. O maior exemplo disto envolve o momento que Carminha e Max recuperam as fotos e retomam as rédeas da vingança, enquanto Nina desacreditada e desesperada simplesmente some da trama ao mesmo tempo em que as redes sociais clamam pela doação de um pendrive pra moça. É quando a novela perde fôlego, o que é absolutamente compreensivo em uma obra que dura 9 meses, para retomar com maestria, como de uma semana para cá.

Todos os outros elogios já foram feitos: o elenco, a popularização da classe c, as incontáveis referências, os diálogos, o sensacional Adauto, a sensacional Zezé, a espetacular Débora Nascimento, mas não há como não deixar de elogiar o sempre tão criticado Murilo Benício, comedido e certeiro no papel de sua vida.

Parabéns a todos os envolvidos.

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