Arquivo mensal: fevereiro 2006

Asserto

Preciso escrever mais e melhor, ler mais e melhor, ver mais – muito mais – filmes e me relacionar mais e melhor.

Aí sim eu arrisco opiniões sobre essas coisas.

Por enquanto deixa o blog aqui, hibernando.

Teste

Teste

Três filmes

Crash
Confesso que eu já deveria ter aprendido a ignorar essas porcarias resenhadas como “um soco na boca do estômago”. É um tipo de preceito que já comentei aqui num post passado e que se aplica muito bem ao pretensioso Crash. É, provavelmente, da safra 05, o filme que mais divide opiniões. Teve votos em grande parte das listas de melhores do ano, concorre com 6 indicações ao Oscar, mas é também figura fácil na lista de piores de 2005. Pode até não ser o pior – voto em A Ilha – mas é de longe o mais pretensioso. E pretensão em excesso é uma merda.


Match Point
Fico feliz de ter passado imune a todas as discussões que envolvem o filme. Vi só três ou quatro trabalhos anteriores do Woody Allen (lacuna que não me orgulha) e me isento de qualquer análise sobre ser ou não uma mudança nos rumos do diretor, sobre ser ou não o melhor dele em anos ou sobre as diferenças entre Nova York e Londres. Mas gostei de Match Point. Saí do cinema com a impressão de ter gostado muito, mas era exagero e delírio provocado pela presença de Scarlet Johansen (enfim uma boa atuação desde Lost in Translation). O filme é bom e só. Li em algum lugar uma crítica sobre a exagerada esquematização do longa, sobre um prenúncio da tragédia, mas isso não me irrita. Sou do time dos lerdos; dos que saem da sala comentando “putz, era isso”.

E tem a Scarlet Johansen, musa do blog. Absurdamente gostosa.

Johnny & June
Filme de elenco. Serviu pra eu perder um pouco da minha implicância com a Reese Witherspoon, que atua muito bem. Mas imagino que, a essas alturas, ela já deve ter filmado mais uma meia dúzia daquelas comédias românticas idiotas. Vai levar o Oscar e sumir. Ou não, vai saber.

Ainda não vi Capote, mas gosto muito do Philip Seymour Hoffman. Do contrário torceria por Joaquin Phoenix, na briga por melhor ator. Interpreta Cash brilhantemente.

“Mas e o filme, rapaz?” Ah, o filme é bonzinho.

Se aposenta, Amorim

Repara como, quatro posts abaixo, o mané aqui confundiu o uso de superestimado, substituindo-o pelo adjetivo oposto subestimado. Se mata, Lucas!

Adeus, Figurinista!

Adeus Lênin é até um bom filme. Mas vestir um dos personagens com uma camiseta do Matrix num filme que se passa em 1989 é dose.

"Convulsão Social"

Tenho uma vizinha. Já está com oito filhos e parece que vai ter mais um. Vá lá que seja pessoa boa, mas pra mim não passa de uma verdadeira máquina de fazer cadáveres.

Marcos Rey | Noite do Pêndulo, da coletânia de contos O Enterro da Cafetina.

ELOGIA-ME UM FILME QUE EU TE DIREI QUE ÉS

Três porcarias subestimadas e frequentemente indicadas em rodinhas de amigos: Traffic, Diários de Motocicleta e A Última Noite. O primeiro levou meia dúzia de prêmios mais pela temática – o que com certeza deve acontecer esse ano com O Segredo de Brokeback Muntain – do que pela história. Nem Benicio Del Toro, que não costuma errar, se sai muito bem. E deram o Oscar pro cara, vejam vocês. Tsc.
Diários de Motocicleta é uma chatice só. Dormi na primeira tentativa de vê-lo e só não desisti na segunda graças a atuação do engraçadíssimo Alberto Granado. Mas Waltinho dá sono.
Sou novato com Spike Lee. E espero mesmo que A Última Noite não seja o melhor filme pra se conhecer a carreira do cara. É chato e pretensioso até dizer chega. O mais subestimado dos três, com certeza.
(…)
Nota mental: lembrar de escrever sobre Bob Esponja – O Filme. Esse sim, um clássico nonsense que salvará gerações de crianças. Assistam, desde já.