Arquivo mensal: outubro 2005

Musas furtadas


Isa, Shopia Reis, de Meu tio matou um cara, Sílvia, Leandra Leal, de O homem que copiava e Roza, Ana Maria Mainieri, de Houve uma vez dois verões.

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É ano do rato

Ao contrário do que pensam Antônio Lopes e Juca Kfouri, o MALA, acho que toda a pataquada do Campeonato Brasileiro 2005 foi brilhantemente representada por Giovanni, atacante santista, quando, na saída de bola, após o 3º gol corintiano, levantou a bola e chutou pra longe, dando início ao espetáculo.

Pena não estar lá.

Conclusão

Eleanor Put Your Boots On, do Franz Ferdinand, é a melhor canção dos Beatles desde os Beatles.

Família e propriedade


American way of life: eu quero um motorhome.

Alguém?

Preciso de um emprego.

Katrina, Rita,Tammy…

Projeto de vida: tornar-me nomeador de furacões.

You Could Have It So Much Better

Maravilha de disco esse novo do Franz Ferdinand. Na primeira audição, depois dos 44 minutos das 13 faixas, você mal percebe que o álbum terminou e já lembra de pelo menos umas 5 ótimas músicas. Mas nem precisa: valeria só por Eleanor Put Your Boots On.

Plano de detalhe

Enquanto insossas vacas lotam a cidade, bonito mesmo de ver são os tapumes grafitados na construção da linha amarela do metrô. Chega a melhorar a vista do Largo da Batata.

Melhor definição

Estar no Orkut é como ser uma cortiça onde todo mundo pode pendurar um bilhete, e, pior, todo mundo pode ler os bilhetes pendurados. É fermento para a neurose dos ciumentos, e tormento para o ciúme dos neuróticos. É possibilidade de reencontrar amigos antigos, e fazer novos: “Há quanto tempo, os anos passaram, olha você! Vamos marcar aquele chope, e falar de antigamente, coisa e tal?’. Não, não quero reencontrar você, colega de escola de vinte anos atrás. “Mas a gente brincava de pique-esconde e gato-mia!” E daí? Por algum motivo paramos com isso, e não acho prudente voltar, meu querido amigo. Não tenho saudades, muito menos tempo, e a vida vai indo bem sem você nas últimas décadas. Se nos esbarrarmos na rua, garanto um sorriso e um papo largo, talvez até possamos sentar em um boteco e trocar novidades, como quem troca cartões de visita. Mas não quero marcar hora com você, amigo querido de infância que não vejo há vinte anos.

João Paulo Cuenca, em sua coluna na TPM.