Arquivo mensal: agosto 2005

Free Willy 2

Ano passado o clássico Free Willy completou 10 anos. Não me lembro de uma única pessoa que tenha comentado o fato. Pudera. O primeiro filme da trilogia, dirigido por Simon Wincer, é chato. E o terceiro é totalmente caça níquel e dispensável. Sou fã, portanto, apenas do 2º filme, que completa uma década esse ano.

Amparado no sucesso da primeira parte, o diretor Dwight H. Little resolveu, em Free Willy 2: The Adventure Home, abusar dos clichês. O amor de Jesse por Willy torna-se, na primeira metade do filme, secundário e dá lugar a um affair do rapaz com a menina Nadine e um relacionento conturbado com o recém descoberto irmão menor, Elvis. Tudo inserido de forma espontânea, com Willy de fundo, dando piruetas e ajudando Jesse a pagar uma de gatão com Nadine. Safado.

Na segunda metade da película, Elvis descobre as armações de um rico executivo com intenções de sacanear a galera e capturar Willy, avisa o irmão – já envolto pelo amor e carinho de Nadine – e o trio parte pro final do filme, com muita ação, água, fogo, beijos do casal e reconcialiação entre os irmãos. Uma maravilha.


Já a carreira do elenco não foi muito além. Em 1997, já sem Elvis e Nadine, Jason James Richter, o Jesse, filmou a porcaria que encerra a trilogia, Free Willy 3: The Rescue, dirigido pelo desconhecido Sam Pillsbury. O fracasso foi tanto que Jason encerrou a carreira no ano seguinte, com precoces 18 anos. Tem hoje uma comunidade em sua homenagem no orkut com incríveis 4 membros.

Mary Kate Schellhardt, a Nadine, após o sucesso da produção de 1995, ainda filmou, no mesmo ano, uma série b americana e encerrou a carreira no já longínquo 1999. Coitada, traz alguns poucos retornos de imagens no google, mas não tem nenhuma comunidade em sua homenagem no orkut.

Já Francis Capra, o Elvis, é o único que segue até hoje na carreira de ator. Atua com frequência em séries desconhecidas americanas, mas seu grande sucesso pós Free Willy foi Kazaam, filme em que atua ao lado do jogador de basquete Shaquille O’Neal. Olha o náipe.

Da orca não se tem notícia.

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Aline

Comprei no metrô, por míseros R$ 7,50, uma coletânia de tirinhas da Aline, do Adão Iturrusgarai. Em preto e branco, é verdade, mas numa edição caprichada da L&PM Pocket, com umas 200 tirinhas que além de contar o ínicio da história da perva e seus dois namorados, tem séries clássicas como O Piercing da Aline, Filho à Vista, A Vizinha Modelo, O Pai da Aline e Lesada de LSD.

Quero agora as edições coloridas lançadas pela Devir, também por um preço acessível, menos de 20 conto cada coletânia.

Nem peida nem fede

Escreveram na resenha do Omelete: filme pra quem paga meia entrada. Exatamente isso. Ou então, como eu fiz, esperem chegar na tv por assinatura e percam 106 minutos do seu sábado. Mas não é tão ruim quanto essa descrição preconcentua. Nem por Adam Sandler. Sou daqueles que não tem o mínimo preconceito com o cara. Fez muita porcaria, coitado. Mas me lembro de pelo menos dois filmes em que ele não incomoda, esse e Como Se Fosse A Primeira Vez, comédia engraçadinha engatilhada no hype dos filmes sobre perda de memória. E ainda tem Embriagado de Amor, onde, dirigido por Paul Thomas Anderson, Sandler sustenta incrivelmente bem o papel do paranóico Barry Egan.

Voltando a Tratamento de Choque – maldita mania de perder a fiada – o filme ainda tem Jack Nicholson, que domina bem a primeira parte do filme, desaparece no conteúdo e retoma tarde num final morno. E pra fechar tem Marisa Tomei mas, além de nem ser tão gata, nem peida nem fede, atuando.

micro-prazeres

Na crônica As Pequenas Coisas, de Fernando Sabino, presente na coletânia No Fim Dá Certo, o autor lista “… as pequenas coisas que me agradam, e que compõem pra mim, imperceptivelmente, isso que os mais otimistas chamam de alegria de viver.” Eis minhas escolhas:

Sala de espera da dentista. Ficar mordendo copo plástico após beber a água. Quebrar palitos de dente. Ficar girando infinitamente o scroll do mouse. A palavra sacana. E sensacional. E deveras. Usar a mesma calça jeans pelo maior número de dias seguidos. O nariz da namorada. Dormir do lado direito da cama. Acordar do lado esquerdo. O enter do teclado numérico. Comer assistindo TV, sentado no chão, com os joelhos dobrados, apoiando o prato entre o joelho e o peito. Air drumming com duas canetas. Fanta Uva. Ficar acendendo e apagando o Num Lock. Ler o texto em voz enquanto digito. Chegando da faculdade, acordar o pai na sala, mandar ele desligar a tv e ir dormir na cama. Voltar páginas no navegador com o Back Space. Hot Dog prensado. Palavras em itálico. Fim de post.

Reprisaí, porra

Taí um filme que poderiam reprisar uma vez por mês que eu assistiria gamadão. Roteiro bobo e altamente sessão da tarde, mas com uma singeleza de salvar tudo.

Uma vergonha alheia e uma gostosa

Caetano Veloso mostrando a bunda e Vivi Seixas, na Trip mais recente. Quanto ao Caetano (CaetaNU escreveram na capa) alguém, POR FAVOR, manda ele parar. Já a filha do Raul

Maravilha

Eu, o cara mais atrasado do mundo, sequer havia notado que na Pedroso de Moraes, no mesmo quarteirão da Fnac, existem 5 ótimos sebos, praticamente grudados e quase todos com atendimento personalizado, arquivo organizado e boa música de fundo. Vale a visita.

Aproveitei e arramatei um Don DeLillo por 10 conto pra confirmar ou não o hype do escritor norte-americano. Vamos ver.

Me aperta, me cheira, me chama de Mon Bijou

A nova propaganda do amaciante Mon Bijou, protagonizada por Wando é, de longe, a coisa mais engraçada que já vi nos últimos tempos. Imagine aquele velho clichê das cenas felizes, com roupas limpas, família sorridente e casal apaixonado. Beleza, agora imagina um Wando onipresente em todas essas cenas, cantando Me aperta, me cheira, me chama de Mon Bijou.

Melhor propaganda do ano.